sábado, 26 de maio de 2018


Relato de Experiência

Pintura realizada pela aluna A.C.
Pintura realizada pela aluna I.Z.
Pintura realizada pelo aluno D.L.M.

Apliquei um plano de aula referente às cores com o uso da tecnologia. Assim, observei que os educandos gostaram e ficaram fascinados com a atividade. Também, conseguiram manusear o mouse, sendo que apenas uma criança tentava ir com o dedo na tela do computador e penso que ele utilizava o celular que possui a tela touch screen.
Foram usadas várias tecnologias, desde a tinta guache, Notebook, rede de Internet, entre outras.  Quando apresentei para o grupo que a aula seria no computador pude ver o espanto e a alegria, Assim, conforme realizavam as pinturas e a mistura das cores incentivavam os demais colegas a olharem o que estavam fazendo.
Com essa atividade descrita acima percebo que podemos utilizar as ETIC com a Educação Infantil e muitas vezes temos que inserir a nossa tecnologia particular, pois a minha escola não possui sala de informática e nem notebook para trabalharmos. Penso que os resultados foram positivos e construtivos, juntamente com o incentivo de podermos utilizar mais vezes.

sábado, 19 de maio de 2018


Recordando...

arquivo pessoal

Lendo texto “Alfabetização de adultos: ainda um desafio” de Regina De Hara e relacionando o estudo com a minha atuação pedagógica, acredito que é fundamental respeitar as particularidades de cada indivíduo e turma. Nunca atuei na modalidade EJA e penso que é uma área que está me despertando interesse e curiosidade, em virtude das etapas, dos conhecimentos prévios, do desafio, do público alvo, etc.
            Quando realizei o meu último estágio em Letras a proposta era trabalhar com adultos e assim, optei em desenvolver com uma turma de 12 mulheres, donas de casa e agricultoras, no interior da cidade de Fagundes Varela. A maioria delas tinha frequentado a escola até a 5ª série do Ensino Fundamental e abandonado os estudos devido à família e outras dificuldades comuns naquela época. Recordo-me daqueles momentos passados juntas com muito carinho e afeto, visto que notava o aprendizado e a vontade de expor as suas vivências para o grande grupo. Atualmente, quando encontro-as ainda me chamam de “profe” e fazem menções as aulas praticadas.
            Penso que com a EJA não ocorra de maneira diferente, pois os alunos possuem outras finalidades e diferentes percepções de vida, a partir das suas experiências.


quinta-feira, 3 de maio de 2018


            Roda de Conversa

Imagem retirada da internet

A roda de conversa surgiu na turma do Maternal IA, a partir de uma conversa com a pedagoga onde relatei a minha frustração frente a muitos casos de mordidas entre as crianças. Então, inicialmente ela sugeriu em utilizar com o intuito de ouvir as frustrações deles e também de socializar. Segundo Vygotsky a linguagem é um processo pessoal e também social. Assim, todo o ser humano é capaz de desenvolver qualquer língua natural, basta interagir com o meio. Também o autor diz que, o desenvolvimento do indivíduo está totalmente ligado ao processo histórico-social da linguagem. Assim, o sujeito é interativo com o meio e demais pessoas, pois adquire conhecimento com essa troca.
            Geralmente uso essa técnica nas segundas-feiras com a intenção que eles relatem o fizeram no final de semana ou que algo que eles queiram relatar. Também, utilizo para contar e compreender uma história, cantar músicas, reforçar as combinações, fazer o minuto de silêncio e de respiração (uma técnica que acalma muito e de forma rápida), entre outras.  A maioria das vezes, fizemos no chão, com uma delimitação de espaço e em roda. Porém, já fizemos sentados em torno da mesa, mas não deu tão certo, pois ficavam mexendo nas cadeiras e batendo na mesa. A duração da atividade dura 10 minutos e no máximo 15.
Penso que através da roda de conversa os alunos e professoras podem expressar-se e ouvir os demais, juntamente com o assunto e a troca dele, a conversa como modo de comunicação social, as conexões com as vivências, as expressões corporais, etc. Por isso, sempre deixo a conversa fluir livremente e tento não conduzir.

quarta-feira, 2 de maio de 2018


Comunicação das Crianças
imagem retirada da internet
Assistindo os vídeos dispostos na disciplina de “Linguagem e Educação” me deparei com várias situações do meu cotidiano escolar e familiar. O primeiro me remete aos meus alunos sendo que eles possuem idade de 2 anos a 2,5 e o último me lembra o meu afilhado, sendo que possui 8 meses . A fala dos bebês de classifica em:
·         PRE-LINGUÍSTICA: choro, gorjeio ou arrulho, balbucio, ecolalia e jargão expressivo. Aqui, percebo o uso do meu afilhado, sendo que no início era apenas o choro e agora ele já se expressa por sons.
·         FALA LINGUÍSTICA: inicia-se aproximadamente com dois anos e constitui-se em palavras com valor de frases e assim, manifestam-se através de gestos, sinais e expressões corporais. Nesta etapa, vejo perfeitamente os meus alunos que se manifestam pelas palavras e formação de frases, gestos, mordidas, etc.
Assim, cada criança possui seu ritmo, juntamente com as suas particularidades. A partir disso, devemos respeitar e incentivar a linguagem através dos processos linguísticos.


Modalidade EJA

Imagem retirada da internet

Através da leitura de diversos textos e também com a reflexão sobre o tema na disciplina acredito que o aluno da EJA é constituído por uma bagagem cultural e um conhecimento prévio muito grande, devido à experiência de vida e o amadurecimento como relata a autora Marta Kohl de Oliveira:  “Traz consigo uma história mais longa (e provavelmente mais complexa) de experiências, conhecimentos acumulados e reflexões sobre o mundo externo, sobre si mesmo e sobre as outras pessoas”.
Na maioria das vezes, a modalidade é uma forma de se aperfeiçoar no trabalho, juntamente a aprendizagem para a vida e na vontade de construir novos saberes. Assim sendo, acredito que as maiores dificuldades dos alunos jovens e adultos em sala de aula e no cotidiano suas vidas seja em motivar-se em aprender e vencer o “preconceito” em voltar a estudar, não ocasionando um desconforto pessoal. Com isso, a escola é um local de relações culturais e ao mesmo tempo um local de encontro das particularidades e interação social.  Freire (2007, p. 20) entende que “toda prática educativa tem como objetivo ir além de onde se está”. Assim, o professor da EJA precisa incentivar novas compreensões, novos desafios que levem à busca de novos conhecimentos.